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North-America


Alaska route

23 de julho de 1998 - km 0 - Osaka - Japão

Início

Osaka, JapanPor volta de 3 meses atrás, eu comprei minha bicicleta. Quando liguei para a loja, poucos dias atrás, eles me disseram que estavam esperando por partes. E já faltavam 2 dias para a partida!!! O mecânico, (Sr. Suzuki) trabalhou toda a noite para terminá-la. Ele vive perto de Tokio - aproximadamente 600km adiante.

Nessa manhã, amigos e familia vieram para minha casa para despedirem-se. 4 horas antes do vôo, eu deixei a minha casa para ir ao aeroporto... O Sr. Suzuki estava no trem que vinha de Tokio.

3 horas antes do vôo, encontrei o Sr. Suzuki na estação de Osaka. Ele trouxe uma caixa enorme no trem de alta velocidade. Cheguei no aeroporto 90 minutos antes da partida. Com uma grande caixa. Não havia mais tempo para inspecionar seu conteúdo.

Eu estava muito estressado. Muito estressado e triste por deixar minha familia e amigos para trás.

O avião deixou o Japão às 15:25h (3:35pm) e chegou no Alaska às 9:30 (am). Eu estava preocupado por não ter começado a me preparar mais cedo. Parei de trabalhar 6 meses antes, mas foi relaxante no inicio. Os últimos poucos meses, todos os meu amigos convidavam-me para suas casas. No fim, eu tinha apenas meia hora para preparar-me...


23 de julho de 1998 - km 10 - Anchorage, Alaska, USA

Primeiros passos da minha jornada

AlaskaEstranhei muito por sair à tarde, e chegar de manhã, do mesmo dia !!! Era uma dia quente, no Alaska (30°C / 50°F). Em 11horas, eu fui do inverno para o verão. Eu vi algumas pequenas montanhas com neve nelas... Alaska é perto do Polo Norte.

Fora do aeroporto, eu pude, finalmente, abrir a grande caixa do Sr. Suzuki. Eu achei um quadro azul-céu e um bagageiro reluzente. Cuidadosamente montei pedais, banco, guidon... Decidi que poderia ser chamada de Disukebike. Eu estava pronto para ir.

O vento estava muito fresco. Eu senti frio. Eu tenho uma nova bicicleta. Não estou acostumado a pedalar no lado direito da estrada. Eu era inexperiente com Dollars e falava muito pouco inglês.

Os dias eram muito compridos - o sol se punha às 23:00h (11pm) e nascia às 4:00h (am). O verão era curto, mas bonito e verde. Os maiores ursos do mundo vivem na Ilha Kodiak, e não é distante de Anchorage. Monte McKinley era perto, tambem: Um aventureiro japonês, Sr. Uemura, morreu aqui em 1984. Eu estava indo a Fairbanks, para encontrar o Sr. Funatsu, para ver seus cães adestrados e bela natureza.


6 de agosto de 1998 - km 891 - Fairbanks, Alaska, USA

Corrida de cães adestrados

FairbanksEu soube sobre o Sr. Funatsu nos jornais: Ele estava competindo com seus cães adestrados da Sibéria ao Alaska, junto com outro japonês. Uma cervejaria estava patrocinando-o. A corrida era dificil e perigosa. Sr. Ikemoto, o descobridor do Japanese Adventure Cyclist Club (Clube dos Ciclistas Aventureiros do Japão) deu-me o endereço do Sr. Funatsu. E não o encontrei, mas estava ansioso: mais de 20 anos atrás, ele atravassou o Sahara, numa bicicleta a vela, com um amigo. Ele vive 50km ao norte de Fairbanks, com sua esposa (e 30 cães). Seus rendimentos são premios de corridas e venda de cães.

As noites são de apenas 4 horas, no verão. No inverno não tem sol o tempo todo. E é frio, tambem: -40°C (-40°F); os motores dos carros congelam e não ligam. O mesmo com crianças, para irem à escola e pessoas para irem ao trabalho.

Sr. Funatsu contou-me que às vezes o clima faz suas vidas muito complicada. Mas a natureza é linda. Ele gosta de andar com seus cães durante o inverno; fazer compras pode levar um dia inteiro. Mas quando os cães e o Sr. Funatsu formam um bom time, ele se sente maravilhado. Durante o curto período de verão, ele acha framboesas na floresta e salmões nos rios. Então grandes alces cruzam seu caminho. Flores desabrocham. Março é o seu período preferido, lembrando que a temperatura é por volta de -20ºC (-4°F) e é notável que é mais quente que no inverno. Em março, os primeiros nasceres do sol podem ser vistos, o que lhe impressiona, todos os anos, Eles amam Alaska.

Sr. Funatsu deu-me um aviso: Como em julho é o fim do verão e agosto virá mais frio, logo, eu deveria ir ao sul, rapidamente. E pediu-me para perguntar pelos ursos selvagens, para as pessoas locais. O ponto alto do verão é meio de junho até meio de julho. Esse verão estava frio: A máxima temperatura , à tarde, era de apenas 10°C (50°F).


26 de setembro de 1998 - km 4725 - Sorrento, Canada

Na Fogueira

Camping in CanadaPelos últimos 2 meses, eu tenho viajado e dormido na minha barraca, todos os dias. Monto-a em qualquer lugar, mas longe das casas. Dessa maneira eu posso dormir sem ser perturbado. Me esqueci sobre eletricidade, telhados sólidos e camas.

Eu pedalei 130km, hoje, assim como ontem. Estou cansado. Eu gostaria de acampar nos bancos do lago, mas tinham casas por perto. De repente, vi um fogo e algumas pessoas de 40-50 anos. O inglês canadense ainda é dificil para mim, mas aceitei, quando me convidaram para seu churrasco. O fogo (e a cerveja) fez-nos sentir muito bem. Já nos sentimos como velhos amigos. Um pouco antes do pôr-do-sol, O Sr e Sra. King disseram-me que seria dificil montar minha barraca no escuro. E perguntaram se eu gostaria de ficar em sua casa. Eles levaram (eu e ) minha bicicleta para a cidade, no seu carro e me convidaram para jantar num pub.

O pub era muito barulhento: não podíamos entender uns aos outros, muito bem.Depois da janta dancei com Sra. King. Era a minha primeira dança e não muito boa. Mas aproveitamos muito!!

Foi minha noite de sorte: dormir numa cama, sob um telhado numa casa aquecida. Eu gostava das coisas que eu tinha concedido estando no Japão, as quais já me esqueci.



USA route

9 de novembro de 1998 - km 8842 - Arizona, USA

Tempestade de Areia

Road in ArizonaEstou numa terra estéril. Sem cidades, sem fazendas, por milhas, aqui. O terreno é quase que completamente plano; sem proteção.

Era uma tarde ventosa, então eu coloquei minha barraca atrás de um edificio deserto. Durante a noite, o céu estava claro, mas o vento começou a forte e mais forte. Quando eu levantei, antes do sol nascer, o vento oeste estava muito forte. Eu queria ir'para o Leste, portanto eu tinha o vento em minhas costas. Eu estava pedalando a 32km/h (20mph). Como o sol saiu, eu pude ver uma grande e escura nuvem se formando no local atrás de mim.

Não uma, mas 2 peças de metal furaram largamente meu pneu. Eu reparei os estragos muito rápido e continuei meu caminho. A nuvem atrás de mim estava crescendo e crescendo. O vento estava mesmo forte.Eu sabia que uma tempestade vinha vindo, mas retornar 10 milhas, ao local onde eu tinha dormido, era impossível. A próxima cidade, Bowie, ainda era 20 milhas adiante. Pedalei o mais rápido que pude.

Um pouco antes de chegar em Bowie, a areia deixou o chão em grandes redemoinhos. A areia estava em tudo. A nuvem me pegou. Eu não podia ver coisa alguma, exceto a estrada abaixo de mim. Era muito dificil andar reto, pois o vento vinha de todas as direções. Motoristas de carros iam muito devagar, mas eu estava com medo de um daqueles acertarem-me. Eu não queria sentar, porque não sabia quanto tempo duraria essa tempestade. Da melhor maneira que pude, continuei.

Depois de 10 minutos a areia sentou. O vento ainda era muito forte e haviam grandes nuvens sobre mim, e eu podia ouvir trovões. Um caminhão com trabalhadores da estrada parou. Ele disseram para me apressar e alcançar um restaurante em Bowie o mais rápido possível. Eles ficaram tristes por não poderem levar-me junto. A estrada tornou-se norte e o vento estava ao meu lado, agora. Me senti derrotado. Era muito dificil empurrar a bicicleta, e minhas mãos estavam ficando muito cansadas.

À 50 metros do restaurante, as pessoas de dentro puderam ver-me.Mas eles estavam com muito medo de sair para fora, para ajudarem-me.Com a minha última investida, consegui chegar à porta da frente. Foram os maiores 50 metros da minha vida! As pessoas deixaram-me entrar e colocaram a bicicleta dentro, tambem.

Uma grande tempestade tinha-se formado. Grandes pedras de granizo caíam do céu. O céu estava muito brabo àquele dia. As pessoas do restaurante deram-me café e ofereceram-me um banho. Minha bicicleta foi limpa, tambem.

Algumas horas depois, tudo tinha terminado. Pedalei adiante...


19 de dezembro de 1998 - km 11.464 - Mexico City, Mexico

Polícial no México

Big hats in Mexico CityOntem , cheguei em Cuantiatlan. Estava procurando um lugar para dormir, mas só achava hotéis caros, de no mínimo 150 pesos por noite. Resolvi montar minha barraca, mas não achava um lugar sem casas. Estou perto de Mexico City - Tem muitas pessoas aqui. Quando parei num restaurante, para a janta, o garçom me falou que possivelmente eu poderia ficar na estação da policia. E fui lá, perguntar.

Achei 3 policiais num pequeno escritório, na estação policial, que era atrás de uma igreja. Algumas vezes eu me sinto desconfortável com policiais. Minha suspeita iniciou medo. Perguntei-os: "Eu tenho andado por diferentes hotéis, na cidade, mas não consegui achar um barato. O que eu posso fazer?" Um dos policiais falou: " Voce pode ficar na sala, da próxima porta !" Eles deixaram-me ficar. Minha bicicleta foi colocada no escritório. O chefe da polícia veio e perguntou se eu estava com fome. Ele disse: "Venha comigo" Ele me levou ao local onde seus amigos estavam, e tivemos uma festa. "Voce pode comer o quanto quiser !" , ele falou-me.

Na manhã seguinte, o policial me deu café da amanhã. Agradeci-os e disse: "Adios!", e fui no meu caminho para Mexico City (8 mihões de pessoas). Haviam muitos policiais nas ruas. Muitos em bicicletas. Eles sempre me ajudaram quando perguntei por direções. Algumas vezes eram mais prestativos e me levavam onde eu queria ir. Achei os policiais mexicanos são muito amigáveis.

Fiquei por uma noite numa hospedaria japonesa, em Mexico City. Mais de 30 japoneses estavam lá, alguns eram motociclistas.

Todos eles tinham péssimas experiências com a polícia. Era o oposto da minha, o que me deixou surpreso. Os cuidados com a polícia, ditos pelos moticiclistas, me deixaram cauteloso. Mas comigo sempre foram amigáveis.


January 26, 1999 - km 21900 - Campeche, Mexico

Yucatan Peninsula

Fisher Yucatan (uma província no México) é uma terra tropical. É inverno e temporada seca aqui agora, mas atualmente está muito quente e chuvoso às vezes.

Na estrada, depois de sair de uma cidade grande, muitas vezes passei por aldeias pobres. Algumas pessoas ali andam descalças. As pessoas trabalham todos os dias, mas a sua produção não é o bastante e assim ganham pouco dinheiro. Sua vida é muito simples.

Parei numa aldeia pequena ontem. Então, uma das famílias pobres me convidou. Ainda que pobres, me receberam com carinho. Enquanto eles só comeram feijão, a mãe me preparou ovos mexidos de manhã; e só para mim. Porque ovos são caros demais. Mas eles não se queixaram de nada. Despediram-me calorosamente hoje de manhã. O meu coração ficou cheio de alegria.



Central American route

February 14, 1999 - km 14055 - Belize City, Belize

Belize City

Belize Belize é o segundo menor país da América Central, situado ao sul de México e leste da Guatemala. A população é a menor da América Central. Muitas pessoas, incluindo muitos europeus, desconhecem este país. É o único país da região onde a idioma oficial é inglês. Belmopan é a capital com uma população de menos de 10.000. A maior cidade é a Cidade de Belize, com 50.000 habitantes. Há muito tempo, pessoas nativas (Maja) viviam aqui. Em 1502, Colombo estave aqui, e os espanhóis colonizaram Belize. Em 1862 a Grã Bretanha assumiu o controle, e em 1964 Belize se tornou independente, embora o governador inglês tenha retido o poder. Honduras e Guatemala ainda disputam as suas fronteiras com Belize.

Em 1987, Belize e China aliaram-se, e muitos chineses chegaram ao país. Estes chineses administram lojas, restaurantes e hotéis. Em 1989 laços com Taiwan melhoraram e a amizade chinesa esfriou. Então, muitos taiwaneses vieram para trabalhar na indústria agrícola. O Reino Unido ainda tem uma certa presença militar.

Quando cheguei em Belize, eu notei muitos negros, porque aproximadamente 60% da população são de origem africana. É uma das maiores diferenças com os outros países por aqui. Muitos dos negros estão desempregados - vi muitos deles nessa situação. A maioria das lojas é protegida por barras para manter ladrões fora. Quase todas lojas fecham no domingo, mesmo em dias de semana a maioria de lojas são fechadas às 5 da tarde. O jornal nacional só é publicado duas vezes por semana.

Os proprietários chineses de restaurantes pensam que os negros são preguiçosos e não se pode confiar neles. Tem assaltante por todas partes. Na Cidade do México tinha muitos policiais, mas aqui só alguns. Então as pessoas devem proteger-se mesmo.

Belize tem só 1 habitante por quilômetro quadrado e não é muito desenvolvido. Tem (ainda) muita mata virgem.





February 19, 1999 - km 14291 - Tikal, Guatemala

Ruins of Tikal

Tikal ruins It was only 100 km from the border of Belize to the Ruins of Tikal. The language changed from English to Spanish, which was bad for me, because I did not speak much Spanish. The people changed as well: they were more friendly. I prefer nice people (even when I cannot understand them).

After 33 kilometers, the hilly asphalt road changed into a path full of big stones. I was afraid I would break something on my bicycle while running down the steep, unpaved roads. I was covered in the dust of passing trucks and busses. I was hungry and tired, and I slowly cycled to the next village. There was no restaurant but only a small shop. I asked for something to eat. While I was eating a snack and drinking some Coca-Cola, many friendly people came to see me. They live in big families with 5 to 6 children each. The children have no shoes. Chickens, turkeys, pigs and dogs are also around the house. The time goes slower there, and I felt comfortable. After another 10 kilometers I was back on asphalt, all the way to Tikal.

In Mexico, I saw the ruins of the Aztecs and the Maya: Teotihuacan, Chichen Itza, Tulum, Palenque and Uxmal. Each of them are great and have their own special character. But Tikal is my favorite one. It is a huge Maya city, completely hidden in the jungle. There are five pyramids, all taller than the trees. The jungle convered the ruins.

I went up to the top of one of the pyramids and I enjoyed the spectacular view. I saw mapaches (a kind of raccoon), monkeys and bats while I was there.


March 18, 1999 - km 15084 - San Salvador, El Salvador

Japan International Cooperation Agency in El Salvador

Cathedral in San Salvador While in San Salvador, I visited the offices of JICA (Japan International Cooperation Agency) outside the centre of the city, in a luxury residential area. I rung the doorbell and I was let in. Inside, Salvodorian and Japanese people were running around being very busy. It was like the Japanese society in this building. It felt very strange - I have been travelling in Central-America for a long time and I am no longer used to this speed.

The JICA helps third world countries by sending technicians or volounteer students to help build the local economy and develop social welfare. Japanese agriculture, education, art professors came to El Salvador to teach. I hope it will help world peace as well!

Mr. Kamishima, member of the Japanese Adventure Cyclists Club and manager of the JICA in El Salvador, came to see me. He invited me to his house, and I stayed a few days.


March 24, 1999 - km 15360 - Honduras

Loud children

Honduras Everywhere I cycle in Central America, the children will shout at me: "Chino!" or "Gringo!". Chino used to be a bad word for a Chinese person, Gringo was the same for a North-American. But now, it's just like "Hello!".

I was surprised about the quality of the asphalt on the Pan-American Highway in Honduras; in El Salvador the road was bad. Because of that, I doubted that Honduras was the poorest country of Central-America. But soon I found out that the road was the only good thing in Honduras. The houses are shabby, children have no shoes, and there are too many children in very small rooms.

The numerous children would shout "gringo" but they did not smile. They are like dogs - if one starts to shout, many more will also "bark". Older people did not stop the children from shouting. Even though they did not touch me and they threw no stones, I was afraid to stop anywhere.

I do not understand why the children would shout at me this way, or what they wanted to say. It just made me feel uneasy.


March 31, 1999 - km 15743 - Managua, Nicaragua

Easter holiday

Chursh in Managua In Central America, people celebrate the "Semana Santa", or holy week, which is the week before Easter. All banks, postal offices, many shops and offices for a vacation, towns are quiet. It's a bit inconvenient for travellers.

I arrived into Nicaragua on the saturday before Semana Santa. I could not change travellers checks at the border, nor at any banks, because they were all closed. I had very few US dollars, and a few Colons (from El Salvador) and some Lempiras (from Honduras) left. The border patrol told me that I could change checks in Managua, which was three days away. I changed all the cash I could find.

I arrived in Managua on Tuesday, right in Semana Santa. Wednesday morning, I left the cheap hostel to find an opened bank in the street with all the banks, about 7 kilometers away. It was a busy street.

I heard confusing news. Some said that the banks would be open Monday through Wednesday, others said that they would open each morning. The first to give me reliable information was a security officer: the banks would be open that Wednesday morning, but close for the rest of the week. I quickly found a bank, with a huge line of waiting people.

I stood in line for 30 minutes. When I showed my checks the clerk told me that this bank would not change checks. I quickly went to another bank, with another long line. I waited again. Ten minutes, twenty minutes. "We cannot change your checks". I became desparate. I asked many people and someone told me about the only other place to go. It was already closed. I was disappointed and fed up.

I met another security guard and I explained the problem in my broken Spanish. He told there was another place to change money: in the shopping mall, about 500 meters away. That gave me hope. The door was still open and I thought I made it. But when I tried to go inside, I was stopped. "We closed a few minutes ago for Semana Santa." My hope disappeared.

I had found for about US$ 5.00 in Cordoba's (from Nicaragua) in my luggage - it would be impossible to survive on so little money. I needed US$ 3.00 for the hostel; the rest would pay for one meal, and I hadn't had breakfast yet! I told the guard about my dire situation. He knew another place: 5 kilometers...

I felt it was my last chance. I lost my way, but I reached the shop, which was open! The clerk did not answer my question immediately. He looked at the checks, looked at me. I was very afraid, my heartrate was very high. Fortunately, they accepted.

I was very happy to be able to survive Semana Santa (just two hours before that shop would close as well)!


April 4, 1999 - km 15973 - La Cruz, Costa Rica

My first robbery

Albano My guidebook says that Costa Rica is the Switzerland of Central America: many mountains, many tourists and safe. Of course, I always look out for thieves, but I felt more relaxed than in some other countries.

Yesterday, I crossed the Nicaraguan-Costa Rican border. They asked me for US$ 3.00 exit tax. The next guard said I needed a bicycle permit. We argued for about 20 minutes, and I got away without paying. Costa Rican immigration cost only US$ 0.30. Entry into Costa Rica was easy.

The roads were potholed and I had to be very careful. There was not much traffic op the Pan Americana in the north of Costa Rica and I was unafraid. The hills and montains make bicycling harder than in Nicaragua. There are many trees on the mountains; it is a little cooler in the forests. The countryside reminded me of Japan: lots of green. The people, especially the children, are not as loud. Costa Rica looked like a comfortable country to me.

Four days ago, I met Mr. Albano in Managua and we have been riding together. We quickly found a small room in a cheap hostel when we arrived in La Cruz. The owner said that is was a safe place and that the bicycles, with the luggage, could be left outside.

When we woke up at sunrise, I was surprised to find the contents of my bags all around my bicycle. I thought a dog would have done it, in search of food. But when I saw that all four bags were opened and the contents was taken out, I knew I was robbed.

I regretted that I was careless because I felt stronger while travelling in a group of two. I also regretted that I believed the owner of the hostal. Anyway, I checked on what had been lost: a headlight, some medicines, some new T-shirts, my new stove, some toilet paper, a mosquito repellent, a training jacket and my Japanese flag that so many friends had signed!

Some things can be replaced, but the jacket which was a present from a friend and the Japanese flag could not be replaced. Never. Mr. Albano was more careful than me: he had put all of his luggage in his small room, and he lost only his tirepump to the thieves.

"We can't help it", the manager said, "maybe it was that family that left very early". Going to the police would not bring our equipment back; so we did not report it. We felt very bad and left the hostal the same morning.


April 12, 1999 - km 16300 - San Jose, Costa Rica

American influence

Market Chichicastenango (a village in Guatemala) is famous among foreign tourists, because it has a big market where all Indian women dress up in their folk custume. They come together in this village to sell beautiful clothes, rare folk-arts and so on. And many tourists visit there to see Indian people and to buy their souvenirs.

The Indian people knows that foreign tourists have a lot of money and they have a better life than them. Foreign tourists spend more money than local customers. (Of course I couldn't buy any souvenirs, because I will do a long trip. I must save my money.)

I visited this village, and I walked around there to see. When I got tired, I found a general shop.

I asked: "Can I have a Coca Cola? How much is it?". The saleswoman said: "Yes of course. 5 Quetzals please." I said: "That's too expensive!" (The market price is 2 Quetzals.) Saleslady: "Foreigners make more money than us! So you must pay more." I said nothing but took the bottle.

I walked some more after I drank the Coke. When I got thirsty again after a few hours, I entered another general store again and asked: "Can I have a Coca Cola, please?". The saleswoman said, "Yes, of course! It is 2 Quetzals!" I asked her: "Is it 2 Quetzals? It was 5 Quetzals in the other shop!"

She answered: "It is the same price, if you are local or not. Because it is the same thing! I sell this Coke at the same price to all customers."

I said: "Muchas gracias!" (Thank you very much!)

My heart feld fine. Many local people are insane about money, because of the many rich tourists who visit this village. I could understand. But I was glad to see the one woman.

2 Quetzals = 0.3 U.S Dollars


April 20, 1999 - km 16547 - Bribri, Costa Rica

Bribri

A beach to suffer brbri

Bribri is a small town, surrounded by banana fields, in the eastern part of Costa Rica, close to Panama. I think it has a funny name, because when we say "bribri" in Japan, it means diarrhea.

I am a healthy person. I always was, while in Japan. But now, I in these tropical countries, I get diarrhea too. I did not know that being sick can be so hard.

When I am healthy, I do not think about becoming sick. Only after I have eaten, I start thinking about the risks. I have regretted my food dearly about 5 times now. But regret (afterwards) is not enough to get better again; these times I need medicine.

I feel miserable when I am not healthy. Riding a bicycle is difficult when one has to go to the toilet all the time. Even during the nights, the diarrhea doesn't let me sleep...

In these warm but poor countries it is easy to get sick. Not only the food, but also the many contacts with poor people offer many opportunities to have another case of diarrhea. Bicyclists are always hungry, and often when there not a good place to eat. We have to be very careful...

I thank God for being healthy again (through the help of some medicine).


April 28, 1999 - km 16902 - Panama City, Panama

City of contrasts

Panama Canal

Panama is a small country with a lot of small towns. It is also richer than other Central-American countries: I see new cars, filled supermarkets. The prices are just as low as in the other countries.

The children don't shout "Gringo" at me - I can travel comfortably here.

I crossed the canal via the big (American) bridge and I was amazed at the dense traffic and the number of people. I could see many tall buildings across the bridge: Panama City, which looks like a very lively, modern city. When I reached the other side, I was in the old centre with many dirty and run-down buildings. It was very different from what I saw from the middle of the bridge. There were many unemployed people in the streets and I was watched by many from the open windows in the old apartment buildings. I wanted to leave the area quickly since the people made me feel uneasy.

When I reached the new centre of the city, I saw many shops, shoppers, businesspeople and tourists. I rode through an office area with many beautiful buildings. It was the city I saw from the bridge.

Many of the streets are one-way, and the drivers are behaving like mad-men. I saw a lot of agression, heard many horns and witnessed a few accidents. Not only the cars and trucks, but also the public buses have no respect for pedestrians (and bicyclists). Sometimes they ignore red lights, so I have to be very careful, even when my light is green. Panama City is the most modern city in Central America, bit it also has the worst drivers.

A cheap hostel costs about US$ 5.00 per night, a cinema ticket is only US$ 1.00, a menu in a restaurant starts at US$ 1.00 (and McDonald costs US$ 3.00 which makes it a middle-class restaurant). The prices are about half of those in the USA.

A cheap menu, "arroz y sopa", a popular dish in Panama, is made of many things, like: yam (a patatoe-like vegetable), chicken (with the bone in) or beef or pork, corn, onion, carrot, pumpkin and bananas. The rice is a little salty. It is quite delicious. In Panama, I mostly drank the chilled tap-water that was served with the soup.

I see no beggars in the centre of the city, they stay in the poor part of the city. The contrast between rich and poor is big. 500,000 People live in Panama City. The economic situation of Panama City is quite good, probably because of the canal, which will be returned to the Panamese at the end of this year (1999). I don't know what will happen then.


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